como cantava cartola, a gente aprende a sofrer no amor. e foi por lá que aprendi mesmo. me demorou uma vida pra perceber. mais uma vida inteira para entender. e ainda não entendi foi nada.

a palavra cala o que sente o coração. recorrente, você reaparece em cada canção. naquelas ouvidas no carro, na sala de televisão. nos filmes, romances e ação. nas novelas que já não assisto. nas favelas, que já não mais visito.

distância, palavra feia, palavra fria, palavra que separa nossas saudades. eu e você, você e eu. aquele círculo que dá voltas, volta e meia. aquele anel que deveria ter sido e não foi. aquela cama que deveria ser só nossa. aquele amor que virou uma enorme bossa. bosta!

no despreparo do momento,
preguiça do sentimento,
frieza da vida,
me pergunto, sem cessar,
ainda há?

há o que é de ser,
ser o que há para fazer,
faz o que se tem pra crescer
beijo-te ao anoitecer

amargo
amor
isso
tudo

me
traz
uma
bendita
dor


maldito!

a ocean away, I really don’t have much to say. I’m still trying to figure out if I became wiser or if I’m just blocking everything that made me who I am. a prisoner of my own mind cell. a oyster trying to create its own pearls.

home

in dublin, the wind is like a woman without love. restless, angry, painful.

babe, i’m gone for good. and yes, you’re a bad loser.

pour l’éternité

je t’aime
pour moi
pour toi
pour la vie
pour la mort
pour tout
pour rien
je t’aime

a pergunta

sob quantas camadas

de mentiras

você esconde

suas verdades?

let’s run away together you and me!

“i’ve got a machine to see with called eyes, to hear with, i’ve got ears, to talk with, a mouth. but they feel like separate machines. there is no unity. a person ought to feel unified.”
pierrot le fou.

lay your head where my heart used to be

ei, você, que passa por aqui… assim como quem nada quer… posso compartilhar uma tristeza?

tenho andado em círculos. venho calando coisas que eu nem sabia que existiam, tentando entender olhares, decifrar escritos, desacreditar em verdades efêmeras e mentiras bem boladas. 

já pensou em como pode ser terrível ser escravo de um sonho que você nem sabia ter? partir com o coração partido? tanta mágoa, tanto rancor, tanta lágrima, tanto remorso, tanto dessabor.

fui uma verdadeira metralhadora de pesadelos nos últimos dias (mas também fui alvo). no fim, para fazer parar a dor, cometi suicídio. 

vejo que as pessoas que me cercam adquiriram, com o contar dos minutos, uma incrível capacidade de abandonar o passado. me pergunto a todo instante: o que me fez criar raízes tão profundas em momentos tão rasos?

logo mais, vou deixar pra trás tudo o que me cerca e, espero, com todos os meus poros, começar a viver outra vez. 

o problema maior? ainda há amor.